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A era digital deu início a novas combinações imagéticas da fotografia
com outros formatos de imagem e expressão artística. Muitas obras de arte
recentes que incorporam a fotografia se aproximam da escultura, da
instalação ou da arquitetura. Em outra frente, novos projetos enfatizam a
passagem do tempo ou ação através do uso da imagem em movimento, da
performance ou da participação do público.
A tecnologia digital oferece outras possibilidades híbridas para a
mediação e apresentação de imagens. Embora várias dessas obras tenham
uma base na arte conceitual dos anos 1960, ou nas “novas mídias” dos
anos 1980 e 1990, muitas não poderiam ter sido concebidas até poucos
anos atrás. Alguns autores argumentam que a fotografia entrou em
colapso na categoria mais ampla da arte contemporânea e que as
distinções de meio não são mais relevantes. Outros propuseram que os
desenvolvimentos recentes levantam questões importantes sobre a
ontologia da fotografia ou até representam um movimento para a “pósfotografia”.
Esta coletânea aborda o fato do fotográfico continuar a exigir nossa
atenção, mesmo – e talvez principalmente – nos casos em que a fotografia
impressa não seja mais a forma singular e preeminente.
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