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As imagens aéreas marcaram presença na sociedade moderna pouco tempo após o advento
da fotografia. Também se tornaram parte da estratégia bélica desde que se tornaram viáveis
tecnicamente. Atualmente, a utilizacão de veículos aéreos não tripulados, notadamente
conhecidos como Drones, ampliou sua participação em diferentes segmentos da sociedade
devido a sua miniaturização decorrente da convergência entre tecnologia e a imagem digital.
Em que medida estes artefactos provocam transformações na produção e recepção de imagens
aéreas? Estamos diante de uma extensão do olhar ou sua desumanização? Apoiado
nas reflexões de Vilém Flusser e sua obra A filosofia da Caixa Preta e Edmond Couchot em
seu livro A Tecnologia na Arte – da fotografia à realidade virtual, este artigo procura refletir
sobre esta questão e analisar seus possíveis desdobramentos contemporâneos.